quarta-feira, 6 de outubro de 2010

IV CAPÍTULO- O TEMPO

A vida continuou.E apesar do tempo,aquela caixinha ficara preservada,livre das pragas que o tempo traz,longe dos olhos,mas ao alcance do coração.Clarice já uma mulher,construía novos sonhos,mas as lembranças do sorriso de Pedro resgatava por míseros instantes o brilho em seu olhar.Passaram-se quinze anos,e ela queria se desvencilhar da tal caixinha.Não teria se acostumado com as lembranças,boas e doídas,melhor seria eliminá-las de vez.E antes de fazê-la,resolveu revirar suas memórias,não sabia que isto lhe traria dor,mais que a dor da ausência.Sua maior surpresa foi saber,que após quinze anos,também Pedro guardara sua caixa,seus segredos,seu lugar sagrado que escondia o tempo e as cirscunstâncias.A urgência pela certeza,motivava Clarice a olhar mais uma vez nos olhos de Pedro,e assim o fez,e em um único olhar ela cravou a estaca em seu coração e morreu pela segunda vez.Transitou na fração de segundos entre a felicidade e a dor,quando constatou que ainda existia o que o tempo impedia .Na ânsia de acertar,viu o tempo cruelmente lhe dizer que já havia passado.

3 comentários:

Lari disse...

o Tempo...

Mari disse...

"...ainda existia o que o tempo impedia."

Será que tem coisa mais forte que isso? Lindo demaaaais!

Beijoo!

Pati Eça disse...

Na ânsia de acertar,viu o tempo cruelmente lhe dizer que já havia passado.

Doe demais constatar que não há mais nada a fazer. O tempo passou e não há mais como....

Beijos