terça-feira, 28 de setembro de 2010

III CAPÍTULO-A indecisão na Decisão


Clarice e Pedro se perderam pela primeira vez.Nem o tempo foi culpado pelas perdas,eles se perdiam dia a dia.Passado-se alguns anos,Clarice retorna à sua cidade,e ela resolve abrir a sua caixinha que guardara as lembranças,os afetos,as recordações.Pedro sempre continuou ali,quando queria sentir seu cheiro,tocar seu rosto,ela pegava fragmentos físicos da passagem de Pedro por sua vida.O acaso ou destino,eram para ela sem definições,não conseguia discernir o que acontecia,porque Pedro sempre vinha quando não era pra vir,porque encontros casuais aconteciam,quando o desejo era matá-lo dentro de si.Quando o odiou pela primeira vez,já sabia que o sentimento era o mais próximo do amor.E mesmo assim,cultivava seus paradoxos,alimentava seus sonhos,e o guardava de novo em sua caixa de lembranças.
O acaso os juntou novamente,Clarice pensava consigo,dessa vez vai dar certo,mais amadurecidos e marcados pelas cicatrizes de outrora,mas nem isso fez Pedro ficar de vez.As dúvidas de Pedro,os receios,os medos eram indecifráveis para Clarice,que lutou até o último momento para ser feliz.Desiludida,o deixou partir novamente,deixando subentendido o que realmente Pedro sentia,sem ponto final na história triste,de um romance triste,de uma vida que começara triste,nessa história que parecia não ter  fim.
Clarice tinha decidido viver,tocar sua vida como um barco em alto mar,se deixar levar sem saber a direção.Pegou sua caixinha de recordações e a escondeu,só ela sabia o lugar,só ela conhecia o conteúdo,trancou em si seus sonhos e foi construir outros.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

II Capítulo - O início do FIM



Tudo ia bem,pelo menos Clarice achava assim,até vivenciar umas das piores cenas de sua vida.Era fim de tarde,o sol se punha lentamente,assim como suas lágrimas caiam e molhavam sua blusa.Era um choro contido,dolorido,e nem a paisagem da estrada lhe tirava aquele tormento.Sem chance de dizer adeus Clarice partiu,sem ao menos se despedir,e poder dizer á Pedro o quanto ele era importante em sua vida.Da janela do ônibus ela pensava e repensava sua vida,tramava atitudes por vezes infantis,queria parar aquele veículo ou quem sabe gritar pra todos ouvirem sua dor.Morreu em si pela primeira vez em sua vida.Embora tenha deixado rabiscado em um pedaço de papel o que lhe fizera partir,ela sabia em seu coração que igual a areia da praia,tudo iria escorrer por entre os dedos,e  foi assim que a distância se escarregou de fazer.As vezes,quando podia, Clarice voltava à sua cidade,revia amigos,e se contentava com pouquíssimos momentos ao lado de Pedro,que já não parecia mais o seu aconchego de antes.Ele fujia de si mesmo,tentando evitar mais sofrimento,ou a dor da despedida que nunca tiveram.Certa vez em uma visita dessas,ele olhou firme em seus olhos e disse o que já era óbvio:-Não dá mais,essa distância não permite mais nenhum compromisso!Morrendo outra vez,mas já nem com tanta dor,Clarisse voltou,com a certeza que não daria certo.Juntou numa caixinha e no seu coração tudo que pertencia à ele,guardou em silêncio,cobriu com suas lágrimas e decidiu viver.Mas Pedro em suas incertezas,nunca se fez partir de verdade,voltava sempre,e brincava nas oscilações do coração de Clarice.Ela o odiou pela primeira vez!







"Não quero ser em sua vida o começo de um fim,nem o fim de um começo.Quero ser em sua vida o início de um começo sem fim"
(Frase de Pedro,em uma das poucas cartas que enviara a Clarisse).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Uma história com FIM


 CAPÍTULO I- O ENCONTRO

Era uma noite de domingo,Clarice envolvida em suas inspirações infantis,já transitava na adolescência precoce,e havia maturidade adquirida pelas marcas que desde muito cedo adiquiriu na vida.Uma noite de domingo,como outra qualquer,sem muita coisa a fazer,não sabia que começaria com um beijo,doce e inocente,a sua história sem fim.Se tivesses o dom de prever o futuro,talvez nunca deixasse sua alma ser invadida!Mergulhou em um encantamento dos contos de fadas,nem sonhava como a realidade é tão diferente e dolorida.

Pedro a fazia esquecer do mundo,foi uma paixão avassaladora e ao mesmo tempo,as descobertas de si mesma,trouxera um ar de coisa estável,ela confiava plenamente  nele,mas ainda amadurecia a idéia de ser mulher,tão precoce como tudo em sua vida..Quando seus olhos se cruzavam,e fixavam no desejo em comum,apesar das convicções,ela pedia intimamente,que suas mãos deslizassem o seu corpo,que aquele cheiro inebriante de vontade,lhe levasse aonde não pudera ir.E não foi mesmo!Embora soubesse que esse momento tinha que ser seu,repensou seus valores,e fez suas escolhas.
Clarice era tão menina e tão mulher,que permaneceu na razão,encorajada por seus medos e anseios,não sabia que colocava uma incógnita sem tamanho em seu futuro,um ponto de seguimento sem texto pra continuar.Quanto ao encontro,Pedro foi sem pressa,uma chuva forte se responsabilizou de proporcionar junto com o acaso,a lembrança doce e infernal de toda sua vida.Chuva forte,cheiro de terra,gosto de bala de menta,um perfume suave...coisas que Clarice não conseguia tirar do pensamento.Foi um encontro de almas.Pedro tinha um sorriso largo,expressão máscula e mãos fortes,coração bondoso e generoso.Tinha um senso de humor delicioso mas um ciúme doentio.Ela não se importava em estar só com ele,bastava seu braço pra descansar.Adorava passar o tempo olhando em seus olhos,fazendo planos,ou subentendendo seus desejos.A medida que Clarice crescia, descobria o mundo e a vida,crescia também o desejo de tê-lo ao seu lado,por toda vida...

(VALQUÍRIA DANTES,Livro da vida, em construção...)

PS: FRAGMENTOS DE TEXTO RETIRADOS COM AUTORIZAÇÃO DA AUTORA!

PS2:Acompanhem os capítulos dessa história!



domingo, 12 de setembro de 2010

Eternizar-se

 Teatro dos Vampiros(Legião Urbana)

Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...

E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...

Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas..
.
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...

Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...

Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...


As músicas eternas também eternizam nossas palavras interpretativas,e são tão atuais em seus significados que,mesmo sendo antigas,ainda são nossas concepções e desabafos de outrota.Tenho saudades desse tempo,que as músicas tinham significados e não eram corrompidas por erotizações e truques baixos para vender CD.Tenho saudades das músicas que nos davam o perfil de uma pessoa,falavam de seus sentimentos,dos seus medos,de suas opiniões sociais,dos anseios de seu coração.Ainda bem que são eternas,posso recorrer quando sentir meu coração inquieto, comparar o tempo e as opiniões,  verificar se houve mudanças,se evoluí ou se ainda penso como antes.Viva a música de boa qualidade!Viva o tempo,e ao que passou...ao que nunca passará!

domingo, 5 de setembro de 2010

Adeus

A morte é realmente a pior experiência que o ser humano pode  vivenciar!
Não venho falar de morte corpo-matéria-alma,mas a morte dos sonhos,a morte da esperança,das expectativas.O ponto final,que tardio e esmagador lhe tira o chão,a calma,o ar...vivências de vida,lantentes e pulsantes perdidas em um ultimo suspiro.Acabou!...