quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Para si mesma

É uma vontade absurdamente,latentemente,imbecivelmente(nem sei se essa palavra existe) de chorar.E quanta coisa vem junto com essa lágrima,que ela desistiu de enxugar.O pranto mudo se fez ouvir,o grito silencioso já dava a voz a uma dissertação sem coerência,sem estrutura,mas que se fazia entender nas entrelinhas.Embora o entendimento ficasse só entre ela,insistia incessantemente para qualquer sinal de atenção.Inutilmente,terminou seu texto,o esmagou como uma folha de rascunho,não o jogou fora,o engoliu junto com palavras,anseios,desejos,decepções,solidão,amargura,descrença e desesperança.Agora espera a calmaria de uma noite sem fim...

"Lágrimas falam mesmo quando estão escondidas no olhar
mas se elas rolam é a dor que já não dá pra suportar..."
(Adriana)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O contrário de mim mesma

Como um rascunho,enrolei várias coisas em minha vida...não as joguei fora(uma mania que tenho de guardar coisas sem utilidade),e assim vou acumulando lixo em meus dias,quem sabe em um dia desses,tudo se recicla? Futilidades e inutilidades,guardadas apenas por apego,ou por talvez um valor emocional.Recolho todas e ponho-as em meu baú,quem sabe as abro pra meus netos em confidências ou as levo comigo pra meu túmulo.Uma parte de mim se cansa de recolher esse lixo,outra parte acha tão essêncial e necessário guardá-lo.é um paradoxo sim,mas quem disse que o contraditório não reflete o que de verdade somos?Lixo ou luxo,amor ou ódio,paz ou guerra...paixão ou decepção,contrários tecidos no correr da vida,pedaços que formam meu EU.Adversidades dentro de mim mesma e é só isso,mas não me sinto diferente por isso.Loucura seria,se eu passasse pela vida,e não me contradissesse.Acreditaria numa verdade minha,que na verdade não significa nada à ninguem,e talvez um dia,nem eu mesma acreditaria nesta verdade.Sou mutável sim,e quem não é?