É uma vontade absurdamente,latentemente,imbecivelmente(nem sei se essa palavra existe) de chorar.E quanta coisa vem junto com essa lágrima,que ela desistiu de enxugar.O pranto mudo se fez ouvir,o grito silencioso já dava a voz a uma dissertação sem coerência,sem estrutura,mas que se fazia entender nas entrelinhas.Embora o entendimento ficasse só entre ela,insistia incessantemente para qualquer sinal de atenção.Inutilmente,terminou seu texto,o esmagou como uma folha de rascunho,não o jogou fora,o engoliu junto com palavras,anseios,desejos,decepções,solidão,amargura,descrença e desesperança.Agora espera a calmaria de uma noite sem fim...
"Lágrimas falam mesmo quando estão escondidas no olhar
mas se elas rolam é a dor que já não dá pra suportar..."
(Adriana)

