domingo, 11 de setembro de 2011

Carta para as amigas

Sabe aquela risada boa?Aquela que vem sem força,que sai do coração e preenche todo o ambiente?É ela sim que tem acompanhado meus dias,seja em um fim de tarde ou conversas virtuais.Ela que acalenta meu coração e faz com que eu perceba as coisas boas da vida.
Eu estou falando mesmo de AMIZADES sem cobranças nem medos,com  pureza e prudências,companheirismo e acima de tudo,sem peso.Ela é leve porque não  se carrega nada mas acrescenta tudo em nós e para nós.Sabe,momentos selados por um fim de tarde,uma resenha na noite,uma conversa sobre assuntos sérios e peculiares...há conversas sobre besteiras,loucuras,devaneios,jeito simples de falar e de coisas simples a fazer.
Minhas amigas têm todas as xerox dos meus livros e o melhor escrevemos juntas!Eu já me preocupei muito em selecioná-las ou me questionar sobre a quantidade,hoje percebo que as que cabem nos meus dedos das mãos preenchem o suficiente espaço do meu coração e isso basta!Mas há sim um critério para tal seleção:simplicidade,cumplicidade,lealdade-princípios básicos em qualquer relação!O que vem depois vem por acréscimo,as vezes tão intenso que me vejo a confundir quem eu sou entre nós.São poucas sim,mas o suficiente para mim e para em algum dia eu olhar as fotografias e dizer quem sabe aos meus netos que estas foram os anjos que Deus colocou em minha vida e que meus dias são bem mais fáceis por elas existirem
Sabe?Eu amo todas vocês,desse meu jeito atrapalhado e desligado.Desse jeito meu de me fechar as vezes,talvez seja para poupa-las de ver meu rosto com tristeza,já que o minímo que posso oferecer e tão sincero é meu sorriso,como retribuição de tudo que fazes por mim.Amo sim,todas vocês,incondicionalmente!
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Companheiro

Esteve todo esse tempo comigo,absorvido e incompreendido,tão necessário como uma expressão comunicativa entre duas pessoas,tão notável quanto as linhas de expressão.Passei a admirá-lo como companheiro fiel,esteve sempre comigo por todos esses meses,embora eu o mandasse ir todos os dias...Me ensinou coisas simples e a ver  simplicidade nas coisas. Ensinou-me a  olhar sem precisar de espelho,a tatear no escuro da vida a minha própria presença.Pois bem,aqui estou!E se convém dizer,tão somente a mim mesma,eu me reapresento a vida mais uma vez passando a limpo os meus rascunhos e quem sabe encontrando mais respostas nas entrelinhas que esse companheiro tão sabiamente me ensinou a enxergar.Passaram-se quatro meses,sem que pudesse exercitar minha capacidade de entendimento(quando escrevo pratico isso),mas sabe o que me aconteceu?Emburrecí e esse companheiro foi o maior culpado.Ocupou um lugar específico e trouxe consigo um outro que entorpece,emudece,causa insônia...mas isso é outra história,quem sabe o próximo post dessa semana!Bjão á todos e estou de volta!

domingo, 29 de maio de 2011

Voltei!

Voltei!Voltei pra mim mesma...voltei com os mesmos defeitos,as mesmas inquietações,os mesmos desejos,e após todo silêncio,voltei pra nunca mais sair.Que bom que as respostas aparecem no silêncio,melhor ainda o retorno da sanidade mental(rsrsr).Quem nunca se confrontou consigo mesmo?Vou confessar:-sou meu pior inimigo!Voltei com o mesmo desejo de felicidade,embora ter compreendido que isso depende muito mais de mim.Voltei a desejar coisas simples,a entender que os meus sonhos,a medida que os ponho em segundo plano,deixam de ser sonhos,para serem somente desejos.O sonho na verdade,me incentiva a realizá-lo,lutar com todas as forças,e àqueles que esperam,com certeza não são necessários em minha vida.Corro contra o tempo,como qualquer ser humano,que em algum momento de sua vida,percebe que temos pouco tempo pra ser feliz,portanto descruze os braços,saia da janela,e pare de ver sua vida prosseguir,assistindo-a como um mero telespectador!Aprendi,ou pelo menos por enquanto,que sou capaz de raciocinar,mesmo que amanhã,ou depois,ou daqui a um mês ou um ano,eu encontre outros desafios,mas por hora,voltei pra não sair!

domingo, 17 de outubro de 2010

V CAPÍTULO- A ÚLTIMA MORTE?

Já estava tudo decidido.O tempo era o senhor de tudo,e quanto mais ele passava,mas deixava no coração de Clarice a certeza da dor,a ponta da lança,o suspiro do fim.Ao sair flutuando levando consigo as incetezas,trazia como o vento,brisas de felicidade,que aguçava esperança,mas que morria no instante seguinte.Clarice percebia em Pedro,a tristeza incesante também presente em seu olhar,e não sabia como se comportar diante das decisões da vida.Ele era o melhor e o pior de Clarice.Tinha ares de habitante de lugar santo,mas transitava no inferno e inimaginável espaço próprio do coração de Clarice.Trazia a doçura de um menino,e a sedução de um viajante desconhecido.Ora ele era frágil e desprotegido,ora um dominador insaciável,tinha gosto  e cheiro de sexo,e o olhar que continuava matando-a aos poucos.Por instantes,ela provou a felicidade,bem pouca,um fio que existia,mas que ela no ápice de sua vida,pensou em jamais sentir.Ia a cada dia  caindo em um poço que talvez até existisse fundo,mas sua fobia a fez parar.Continuava nutrindo-se das lembranças,e de algum fio de esperança que pudesse existir.Arquitetava planos mirabolantes,planos que trazia vida,que revolvia o brilho em seu olhar,mas abortou qualquer esboço de felicidade ou de expectativa,quando teve em suas mãos mais uma vez,a resposta do tempo.Calou em si,endureceu por dentro,brigou com a vida,e morreu mais uma vez.Cansada,fechou-se para as coisas belas e firmou seu olhar e seu caminhar  agora para o infinito...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

IV CAPÍTULO- O TEMPO

A vida continuou.E apesar do tempo,aquela caixinha ficara preservada,livre das pragas que o tempo traz,longe dos olhos,mas ao alcance do coração.Clarice já uma mulher,construía novos sonhos,mas as lembranças do sorriso de Pedro resgatava por míseros instantes o brilho em seu olhar.Passaram-se quinze anos,e ela queria se desvencilhar da tal caixinha.Não teria se acostumado com as lembranças,boas e doídas,melhor seria eliminá-las de vez.E antes de fazê-la,resolveu revirar suas memórias,não sabia que isto lhe traria dor,mais que a dor da ausência.Sua maior surpresa foi saber,que após quinze anos,também Pedro guardara sua caixa,seus segredos,seu lugar sagrado que escondia o tempo e as cirscunstâncias.A urgência pela certeza,motivava Clarice a olhar mais uma vez nos olhos de Pedro,e assim o fez,e em um único olhar ela cravou a estaca em seu coração e morreu pela segunda vez.Transitou na fração de segundos entre a felicidade e a dor,quando constatou que ainda existia o que o tempo impedia .Na ânsia de acertar,viu o tempo cruelmente lhe dizer que já havia passado.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

III CAPÍTULO-A indecisão na Decisão


Clarice e Pedro se perderam pela primeira vez.Nem o tempo foi culpado pelas perdas,eles se perdiam dia a dia.Passado-se alguns anos,Clarice retorna à sua cidade,e ela resolve abrir a sua caixinha que guardara as lembranças,os afetos,as recordações.Pedro sempre continuou ali,quando queria sentir seu cheiro,tocar seu rosto,ela pegava fragmentos físicos da passagem de Pedro por sua vida.O acaso ou destino,eram para ela sem definições,não conseguia discernir o que acontecia,porque Pedro sempre vinha quando não era pra vir,porque encontros casuais aconteciam,quando o desejo era matá-lo dentro de si.Quando o odiou pela primeira vez,já sabia que o sentimento era o mais próximo do amor.E mesmo assim,cultivava seus paradoxos,alimentava seus sonhos,e o guardava de novo em sua caixa de lembranças.
O acaso os juntou novamente,Clarice pensava consigo,dessa vez vai dar certo,mais amadurecidos e marcados pelas cicatrizes de outrora,mas nem isso fez Pedro ficar de vez.As dúvidas de Pedro,os receios,os medos eram indecifráveis para Clarice,que lutou até o último momento para ser feliz.Desiludida,o deixou partir novamente,deixando subentendido o que realmente Pedro sentia,sem ponto final na história triste,de um romance triste,de uma vida que começara triste,nessa história que parecia não ter  fim.
Clarice tinha decidido viver,tocar sua vida como um barco em alto mar,se deixar levar sem saber a direção.Pegou sua caixinha de recordações e a escondeu,só ela sabia o lugar,só ela conhecia o conteúdo,trancou em si seus sonhos e foi construir outros.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

II Capítulo - O início do FIM



Tudo ia bem,pelo menos Clarice achava assim,até vivenciar umas das piores cenas de sua vida.Era fim de tarde,o sol se punha lentamente,assim como suas lágrimas caiam e molhavam sua blusa.Era um choro contido,dolorido,e nem a paisagem da estrada lhe tirava aquele tormento.Sem chance de dizer adeus Clarice partiu,sem ao menos se despedir,e poder dizer á Pedro o quanto ele era importante em sua vida.Da janela do ônibus ela pensava e repensava sua vida,tramava atitudes por vezes infantis,queria parar aquele veículo ou quem sabe gritar pra todos ouvirem sua dor.Morreu em si pela primeira vez em sua vida.Embora tenha deixado rabiscado em um pedaço de papel o que lhe fizera partir,ela sabia em seu coração que igual a areia da praia,tudo iria escorrer por entre os dedos,e  foi assim que a distância se escarregou de fazer.As vezes,quando podia, Clarice voltava à sua cidade,revia amigos,e se contentava com pouquíssimos momentos ao lado de Pedro,que já não parecia mais o seu aconchego de antes.Ele fujia de si mesmo,tentando evitar mais sofrimento,ou a dor da despedida que nunca tiveram.Certa vez em uma visita dessas,ele olhou firme em seus olhos e disse o que já era óbvio:-Não dá mais,essa distância não permite mais nenhum compromisso!Morrendo outra vez,mas já nem com tanta dor,Clarisse voltou,com a certeza que não daria certo.Juntou numa caixinha e no seu coração tudo que pertencia à ele,guardou em silêncio,cobriu com suas lágrimas e decidiu viver.Mas Pedro em suas incertezas,nunca se fez partir de verdade,voltava sempre,e brincava nas oscilações do coração de Clarice.Ela o odiou pela primeira vez!







"Não quero ser em sua vida o começo de um fim,nem o fim de um começo.Quero ser em sua vida o início de um começo sem fim"
(Frase de Pedro,em uma das poucas cartas que enviara a Clarisse).