terça-feira, 28 de setembro de 2010

III CAPÍTULO-A indecisão na Decisão


Clarice e Pedro se perderam pela primeira vez.Nem o tempo foi culpado pelas perdas,eles se perdiam dia a dia.Passado-se alguns anos,Clarice retorna à sua cidade,e ela resolve abrir a sua caixinha que guardara as lembranças,os afetos,as recordações.Pedro sempre continuou ali,quando queria sentir seu cheiro,tocar seu rosto,ela pegava fragmentos físicos da passagem de Pedro por sua vida.O acaso ou destino,eram para ela sem definições,não conseguia discernir o que acontecia,porque Pedro sempre vinha quando não era pra vir,porque encontros casuais aconteciam,quando o desejo era matá-lo dentro de si.Quando o odiou pela primeira vez,já sabia que o sentimento era o mais próximo do amor.E mesmo assim,cultivava seus paradoxos,alimentava seus sonhos,e o guardava de novo em sua caixa de lembranças.
O acaso os juntou novamente,Clarice pensava consigo,dessa vez vai dar certo,mais amadurecidos e marcados pelas cicatrizes de outrora,mas nem isso fez Pedro ficar de vez.As dúvidas de Pedro,os receios,os medos eram indecifráveis para Clarice,que lutou até o último momento para ser feliz.Desiludida,o deixou partir novamente,deixando subentendido o que realmente Pedro sentia,sem ponto final na história triste,de um romance triste,de uma vida que começara triste,nessa história que parecia não ter  fim.
Clarice tinha decidido viver,tocar sua vida como um barco em alto mar,se deixar levar sem saber a direção.Pegou sua caixinha de recordações e a escondeu,só ela sabia o lugar,só ela conhecia o conteúdo,trancou em si seus sonhos e foi construir outros.

4 comentários:

Mari disse...

"...trancou em si seus sonhos e foi construir outros."

Acho que é por aí... tem q ser.. senão a vida para... e o fim a cada dia se aproxima mais.

Muito triste, e por ser triste, tão lindo... paradoxo... como quase td nessa vida.

Beijo!

Lari disse...

Doi!
:(

Pati Eça disse...

muito triste mesmo, é quase insuportável guardar em si sonhos, nem sempre construimos outros e se construimos nem sempre são sonhos de verdade.

Beijo grande!

Unknown disse...

Amiga tô amando ler a estória de Clarice e Pedro... é como se eu tivesse vivido um pouco disso também, lembrei de um texto de Martha Medeiros.

"Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos."

Beijocas.