Já estava tudo decidido.O tempo era o senhor de tudo,e quanto mais ele passava,mas deixava no coração de Clarice a certeza da dor,a ponta da lança,o suspiro do fim.Ao sair flutuando levando consigo as incetezas,trazia como o vento,brisas de felicidade,que aguçava esperança,mas que morria no instante seguinte.Clarice percebia em Pedro,a tristeza incesante também presente em seu olhar,e não sabia como se comportar diante das decisões da vida.Ele era o melhor e o pior de Clarice.Tinha ares de habitante de lugar santo,mas transitava no inferno e inimaginável espaço próprio do coração de Clarice.Trazia a doçura de um menino,e a sedução de um viajante desconhecido.Ora ele era frágil e desprotegido,ora um dominador insaciável,tinha gosto e cheiro de sexo,e o olhar que continuava matando-a aos poucos.Por instantes,ela provou a felicidade,bem pouca,um fio que existia,mas que ela no ápice de sua vida,pensou em jamais sentir.Ia a cada dia caindo em um poço que talvez até existisse fundo,mas sua fobia a fez parar.Continuava nutrindo-se das lembranças,e de algum fio de esperança que pudesse existir.Arquitetava planos mirabolantes,planos que trazia vida,que revolvia o brilho em seu olhar,mas abortou qualquer esboço de felicidade ou de expectativa,quando teve em suas mãos mais uma vez,a resposta do tempo.Calou em si,endureceu por dentro,brigou com a vida,e morreu mais uma vez.Cansada,fechou-se para as coisas belas e firmou seu olhar e seu caminhar agora para o infinito...
domingo, 17 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
IV CAPÍTULO- O TEMPO
A vida continuou.E apesar do tempo,aquela caixinha ficara preservada,livre das pragas que o tempo traz,longe dos olhos,mas ao alcance do coração.Clarice já uma mulher,construía novos sonhos,mas as lembranças do sorriso de Pedro resgatava por míseros instantes o brilho em seu olhar.Passaram-se quinze anos,e ela queria se desvencilhar da tal caixinha.Não teria se acostumado com as lembranças,boas e doídas,melhor seria eliminá-las de vez.E antes de fazê-la,resolveu revirar suas memórias,não sabia que isto lhe traria dor,mais que a dor da ausência.Sua maior surpresa foi saber,que após quinze anos,também Pedro guardara sua caixa,seus segredos,seu lugar sagrado que escondia o tempo e as cirscunstâncias.A urgência pela certeza,motivava Clarice a olhar mais uma vez nos olhos de Pedro,e assim o fez,e em um único olhar ela cravou a estaca em seu coração e morreu pela segunda vez.Transitou na fração de segundos entre a felicidade e a dor,quando constatou que ainda existia o que o tempo impedia .Na ânsia de acertar,viu o tempo cruelmente lhe dizer que já havia passado.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
III CAPÍTULO-A indecisão na Decisão
Clarice e Pedro se perderam pela primeira vez.Nem o tempo foi culpado pelas perdas,eles se perdiam dia a dia.Passado-se alguns anos,Clarice retorna à sua cidade,e ela resolve abrir a sua caixinha que guardara as lembranças,os afetos,as recordações.Pedro sempre continuou ali,quando queria sentir seu cheiro,tocar seu rosto,ela pegava fragmentos físicos da passagem de Pedro por sua vida.O acaso ou destino,eram para ela sem definições,não conseguia discernir o que acontecia,porque Pedro sempre vinha quando não era pra vir,porque encontros casuais aconteciam,quando o desejo era matá-lo dentro de si.Quando o odiou pela primeira vez,já sabia que o sentimento era o mais próximo do amor.E mesmo assim,cultivava seus paradoxos,alimentava seus sonhos,e o guardava de novo em sua caixa de lembranças.
O acaso os juntou novamente,Clarice pensava consigo,dessa vez vai dar certo,mais amadurecidos e marcados pelas cicatrizes de outrora,mas nem isso fez Pedro ficar de vez.As dúvidas de Pedro,os receios,os medos eram indecifráveis para Clarice,que lutou até o último momento para ser feliz.Desiludida,o deixou partir novamente,deixando subentendido o que realmente Pedro sentia,sem ponto final na história triste,de um romance triste,de uma vida que começara triste,nessa história que parecia não ter fim.
Clarice tinha decidido viver,tocar sua vida como um barco em alto mar,se deixar levar sem saber a direção.Pegou sua caixinha de recordações e a escondeu,só ela sabia o lugar,só ela conhecia o conteúdo,trancou em si seus sonhos e foi construir outros.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
II Capítulo - O início do FIM
Tudo ia bem,pelo menos Clarice achava assim,até vivenciar umas das piores cenas de sua vida.Era fim de tarde,o sol se punha lentamente,assim como suas lágrimas caiam e molhavam sua blusa.Era um choro contido,dolorido,e nem a paisagem da estrada lhe tirava aquele tormento.Sem chance de dizer adeus Clarice partiu,sem ao menos se despedir,e poder dizer á Pedro o quanto ele era importante em sua vida.Da janela do ônibus ela pensava e repensava sua vida,tramava atitudes por vezes infantis,queria parar aquele veículo ou quem sabe gritar pra todos ouvirem sua dor.Morreu em si pela primeira vez em sua vida.Embora tenha deixado rabiscado em um pedaço de papel o que lhe fizera partir,ela sabia em seu coração que igual a areia da praia,tudo iria escorrer por entre os dedos,e foi assim que a distância se escarregou de fazer.As vezes,quando podia, Clarice voltava à sua cidade,revia amigos,e se contentava com pouquíssimos momentos ao lado de Pedro,que já não parecia mais o seu aconchego de antes.Ele fujia de si mesmo,tentando evitar mais sofrimento,ou a dor da despedida que nunca tiveram.Certa vez em uma visita dessas,ele olhou firme em seus olhos e disse o que já era óbvio:-Não dá mais,essa distância não permite mais nenhum compromisso!Morrendo outra vez,mas já nem com tanta dor,Clarisse voltou,com a certeza que não daria certo.Juntou numa caixinha e no seu coração tudo que pertencia à ele,guardou em silêncio,cobriu com suas lágrimas e decidiu viver.Mas Pedro em suas incertezas,nunca se fez partir de verdade,voltava sempre,e brincava nas oscilações do coração de Clarice.Ela o odiou pela primeira vez!

"Não quero ser em sua vida o começo de um fim,nem o fim de um começo.Quero ser em sua vida o início de um começo sem fim"
(Frase de Pedro,em uma das poucas cartas que enviara a Clarisse).
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Uma história com FIM
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CAPÍTULO I- O ENCONTRO
Era uma noite de domingo,Clarice envolvida em suas inspirações infantis,já transitava na adolescência precoce,e havia maturidade adquirida pelas marcas que desde muito cedo adiquiriu na vida.Uma noite de domingo,como outra qualquer,sem muita coisa a fazer,não sabia que começaria com um beijo,doce e inocente,a sua história sem fim.Se tivesses o dom de prever o futuro,talvez nunca deixasse sua alma ser invadida!Mergulhou em um encantamento dos contos de fadas,nem sonhava como a realidade é tão diferente e dolorida.
Pedro a fazia esquecer do mundo,foi uma paixão avassaladora e ao mesmo tempo,as descobertas de si mesma,trouxera um ar de coisa estável,ela confiava plenamente nele,mas ainda amadurecia a idéia de ser mulher,tão precoce como tudo em sua vida..Quando seus olhos se cruzavam,e fixavam no desejo em comum,apesar das convicções,ela pedia intimamente,que suas mãos deslizassem o seu corpo,que aquele cheiro inebriante de vontade,lhe levasse aonde não pudera ir.E não foi mesmo!Embora soubesse que esse momento tinha que ser seu,repensou seus valores,e fez suas escolhas.
Clarice era tão menina e tão mulher,que permaneceu na razão,encorajada por seus medos e anseios,não sabia que colocava uma incógnita sem tamanho em seu futuro,um ponto de seguimento sem texto pra continuar.Quanto ao encontro,Pedro foi sem pressa,uma chuva forte se responsabilizou de proporcionar junto com o acaso,a lembrança doce e infernal de toda sua vida.Chuva forte,cheiro de terra,gosto de bala de menta,um perfume suave...coisas que Clarice não conseguia tirar do pensamento.Foi um encontro de almas.Pedro tinha um sorriso largo,expressão máscula e mãos fortes,coração bondoso e generoso.Tinha um senso de humor delicioso mas um ciúme doentio.Ela não se importava em estar só com ele,bastava seu braço pra descansar.Adorava passar o tempo olhando em seus olhos,fazendo planos,ou subentendendo seus desejos.A medida que Clarice crescia, descobria o mundo e a vida,crescia também o desejo de tê-lo ao seu lado,por toda vida...
(VALQUÍRIA DANTES,Livro da vida, em construção...)
PS2:Acompanhem os capítulos dessa história!
domingo, 12 de setembro de 2010
Eternizar-se
Teatro dos Vampiros(Legião Urbana)
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
As músicas eternas também eternizam nossas palavras interpretativas,e são tão atuais em seus significados que,mesmo sendo antigas,ainda são nossas concepções e desabafos de outrota.Tenho saudades desse tempo,que as músicas tinham significados e não eram corrompidas por erotizações e truques baixos para vender CD.Tenho saudades das músicas que nos davam o perfil de uma pessoa,falavam de seus sentimentos,dos seus medos,de suas opiniões sociais,dos anseios de seu coração.Ainda bem que são eternas,posso recorrer quando sentir meu coração inquieto, comparar o tempo e as opiniões, verificar se houve mudanças,se evoluí ou se ainda penso como antes.Viva a música de boa qualidade!Viva o tempo,e ao que passou...ao que nunca passará!
domingo, 5 de setembro de 2010
Adeus
A morte é realmente a pior experiência que o ser humano pode vivenciar!
Não venho falar de morte corpo-matéria-alma,mas a morte dos sonhos,a morte da esperança,das expectativas.O ponto final,que tardio e esmagador lhe tira o chão,a calma,o ar...vivências de vida,lantentes e pulsantes perdidas em um ultimo suspiro.Acabou!...
Não venho falar de morte corpo-matéria-alma,mas a morte dos sonhos,a morte da esperança,das expectativas.O ponto final,que tardio e esmagador lhe tira o chão,a calma,o ar...vivências de vida,lantentes e pulsantes perdidas em um ultimo suspiro.Acabou!...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sou assim
Só me deixa aqui quieto,isso passa...Amanhã é outro dia,não é?...(Renato Russo)
Sou assim mesmo,me fecho em conchas,tentando encontrar a mim mesma.Sou assim mesmo,um dia triste e outro também.Tenho até tentado encontar felicidades,alguns minutos ela chega,mas vem com pressa,vem com ânsia de ir embora.Sou assim mesmo,e como uma concha,guardo minha pérola,minha riqueza,meu tesouro.Sou assim mesmo,humana,mãe,enfermeira,esposa,filha,amiga,e muito raramente mulher!!!
Mas me deixe aqui quieta,isso passa...
sábado, 14 de agosto de 2010
Quero,é meu!!!
Arrancaram seu brinquedo favorito...sinais de violência,de superproteção,nunca imaginaram as marcas que ficariam.Aonde foi parar seu brinquedo?Ainda é seu?Já foi um dia?Depois de uma vida ela espera que alguem o traga de volta...inocência de criança ou trauma de adulto?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Desarmada
Não há mais o que dizer!Por alguns instantes,em luta constante,travou suas batalhas,mas não conseguia discernir o resultado.As armas estavam ao chão, em um choro contigo de tristeza por não saber quem venceu.A razão chorou ao lado da emoção,e as armas ainda estavam ao chão!Seu maior inimigo:ela mesma!Se ao menos soubesse o que de verdade vale a pena?Vale um brilho no olhar ou a razão,a espera ou decisão,esperança ou viver...momentos ou todo o dia?Tanta coisa vale a pena,mas ela se restringe em se valer da vontade de Deus em sua vida,e assim vai tentando ser,viver,sobreviver...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
PENSAMENTOS
Grita o grito mudo,silencioso,e ensurdecedor.Só ela escuta ,e lamenta pelo som que toma formas,que lhe tira a calma,que causa dor...É uma luta que não acaba,que não se ganha,porque não há vencedores,só existe um desejo real,o do amanhecer em silêncio!Oscila aí dentro como ondas,que vem e vão,morre aí fora,como um corpo indigente,que não se conhece,nada se sabe,nada se vê,mas que volta como um pesadelo constante,real e inacabado.Pensamentos:vagos,reais,abstratos,vazios...sentenciadores,condenadores,absovidos...aqui,ali,em qualquer lugar,hoje sempre,jamais!!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Aprendendo...
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| Tudo bem... |
Hoje eu me chateei com Deus!Não estou pondo à prova minha fé,mas é que anda muito difícil entender os Seus planos em minha vida.Ora há um Deus bondoso e misericordioso,que me ama com amor de Pai,ora esse pai permite minhas quedas.Mas um pai,penso comigo,faz de tudo pra que seu filho não caia!Será que Deus nos ensina a viver como um pai ensina ao filho andar de bicicleta?Hoje são tão perceptíveis as marcas e cicatrizes dos aprendizados,mas Ele ainda me permite cair...Algumas vezes,quando os confrontos são inevitáveis,quando as lutas que travo em mim me sobrevêm como um fardo e um fardo bem pesado,fico como uma criança a esperar que Ele me ajude a carregar,embora tenha hoje,uma sobrecarga,um sobreposto de fardos,quase impossível de um ser HUMANO levar sozinho.Perco as forças,perco o vigor,a alegria,mas só não sai de mim a certeza de Sua companhia.Tudo bem,se for pra aprender assim,testar capacidades e talvez adquirir mais marcas,eu só te peço:-Permanece comigo,porque sem Ti,tudo é mais difícil!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
PALAVRAS AO VENTO
Palavras não ditas são piores do que as inexistentes.Ficam soltas a vagar,subentendidas,matando ou morrendo aos poucos.Se não for pra ficar,melhor não vir...Corremos o risco de sonhar!Melhor curar a ferida que ficou e aceitar sua forma crônica.Melhor buscar um fio de esperança do que perder uma parte da vida tentando.São as escolhas que fazemos durante o percurso,se certas ou não,só o tempo vai dizer.E se disser,de forma dura,buscamos a sutileza do levantar,recolhendo o que restou e refazendo ao menos o desejo de tentar.Morremos em nós e vivemos para outros,talvez seja uma alternativa pra continuar a vida!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Tarde chuvosa
Fica tentando encontrar motivos pra que essa tarde chuvosa de verão,não tenha cara de fim.Fim de estação,fim do que ainda não sabe,e se não sabe, talvez não tenha chegado ainda...Tenta encontrar saída,algo que descompasse seu tempo,que sopre em suas narinas um fogo da vida,que queima , arde, entorpece.Percebe que seus devaneios desejam sair das escuras lembranças e das noites em claro e tecer um fio de vida,que possa lhe manter de pé.Nada do que possam dizer à ela consegue substituir o triste gosto de uma tarde chuvosa de verão...
Jura Secreta
Jura Secreta
Zélia Duncan
Composição: Sueli Costa e Abel SilvaSó uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que eu quero me suprime
De que por não saber 'Inda não quis
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Só o que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Para si mesma
É uma vontade absurdamente,latentemente,imbecivelmente(nem sei se essa palavra existe) de chorar.E quanta coisa vem junto com essa lágrima,que ela desistiu de enxugar.O pranto mudo se fez ouvir,o grito silencioso já dava a voz a uma dissertação sem coerência,sem estrutura,mas que se fazia entender nas entrelinhas.Embora o entendimento ficasse só entre ela,insistia incessantemente para qualquer sinal de atenção.Inutilmente,terminou seu texto,o esmagou como uma folha de rascunho,não o jogou fora,o engoliu junto com palavras,anseios,desejos,decepções,solidão,amargura,descrença e desesperança.Agora espera a calmaria de uma noite sem fim...
"Lágrimas falam mesmo quando estão escondidas no olhar
mas se elas rolam é a dor que já não dá pra suportar..."
(Adriana)
sábado, 20 de fevereiro de 2010
O contrário de mim mesma
Como um rascunho,enrolei várias coisas em minha vida...não as joguei fora(uma mania que tenho de guardar coisas sem utilidade),e assim vou acumulando lixo em meus dias,quem sabe em um dia desses,tudo se recicla? Futilidades e inutilidades,guardadas apenas por apego,ou por talvez um valor emocional.Recolho todas e ponho-as em meu baú,quem sabe as abro pra meus netos em confidências ou as levo comigo pra meu túmulo.Uma parte de mim se cansa de recolher esse lixo,outra parte acha tão essêncial e necessário guardá-lo.é um paradoxo sim,mas quem disse que o contraditório não reflete o que de verdade somos?Lixo ou luxo,amor ou ódio,paz ou guerra...paixão ou decepção,contrários tecidos no correr da vida,pedaços que formam meu EU.Adversidades dentro de mim mesma e é só isso,mas não me sinto diferente por isso.Loucura seria,se eu passasse pela vida,e não me contradissesse.Acreditaria numa verdade minha,que na verdade não significa nada à ninguem,e talvez um dia,nem eu mesma acreditaria nesta verdade.Sou mutável sim,e quem não é?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Eu quero ser Feliz
Só um sinal...
só uma dor...
só um momento pra ser feliz
Só uma prece...
só um desejo...
só sendo Feliz por esse momento
Aqui dentro tudo ressoa,são visíveis e audíveis os sinais
Aqui fora tudo destoa, e nos mostra quão cruel é a vida!
Mesmo assim decido viver,e aprender a cada dia,que os sinais nutrem meus dias
e que eu preciso de muito pouco pra ser FELIZ.
só uma dor...
só um momento pra ser feliz
Só uma prece...
só um desejo...
só sendo Feliz por esse momento
Aqui dentro tudo ressoa,são visíveis e audíveis os sinais
Aqui fora tudo destoa, e nos mostra quão cruel é a vida!
Mesmo assim decido viver,e aprender a cada dia,que os sinais nutrem meus dias
e que eu preciso de muito pouco pra ser FELIZ.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Desabafo
Vivo do cultivo de mim mesma...dos pedaços colhidos,das verdades ceifadas,do gosto das coisas inesquecíveis.Vivo dos momentos,das lamúrias,das rotineiras noites quentes de verão.Das lembranças que alimentam meus desejos,vivo...sobrevivo... e morro em mim.
"Se fosse só sentir saudades,mas tem sempre algo mais..."
(Legião Urbana)
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